As idéias vão e vem em minha mente, tão embralhadas que mal consigo identifica-las
Estive, e tenho estado muito assim ultimamente, o adjetivo que mais se encaixe deve ser, nostalgica.
Lembro de momentos que vive junto de pessoas que trago comigo até hoje, com a vontade de levar até sempre.
Saudades, saudades de se sentir adulta aos 12, 13 ou 14 anos, de viver com medos não tão complexos, de viver com a pressa lenta, de esperar a noite, e depois o dia com uma surpresa distraída.
Saudades, saudades dos momentos que somente meus prótons, elétrons e neutrons poderiam descrever com a precisão exata. Momentos esses, moldados com a pureza de tudo que não é planejado, envoltos com a alegria instataneamente constante, com o riso a mostra... todos tão infinitos.
Saudades, saudades de não dar importância as emoções... De só conhece-las por curiosidade e coincidência.
Saudades, saudades do seu olhar. Saudades de todos esses dias, que por mais um pouco eu saberia o numero certo, contado e desmenbrado a segundos.
Foi naquela estação...
Sabe porque eu digo saudades do teu olhar? Nem eu sei ao certo, mas penso que seja porque ele sintonizava com o meu numa linha tenua, só nossa. E nessa linha, ninguém nos encontrava. Saudades do seu olhar, porque ele me decifrava sem pergunta alguma, sem palavra alguma e respostas corretas, que podiam até serem erradas, mas que passavam por uma mutação quando vinham de você.
Perdida num labirinto desconhecido, num emaranhado de emoções novas que eu não conhecia. A insegurança, um medo complexo e profundo de que aquilo tudo fosse passageiro, e depois de algumas voltas, voltaria a me deixar em algum ponto.
Voltas, é assim... Assim que me sentia, dando voltas em uma montanha russa de curvas tão sinuosas que era quase impossivel abrir os olhos, só vento, o vento no rosto e nada mais.
Fiz descobertas sem pesquisa, as mesmas cores, mas em tons novos e tão lindos, texturas diferentes.
Saudades de ouvi-lo reclamar da vida, como quem diz: me acode. Saudades de ve-lo com a camisa do time descontroladamente euforico. Saudades de ver você, de deitar ao seu lado e ficar em silêncio, extasiada com o perfume da felicidade, de uma felicidade distinta, que eu só sentia com você.
Nas idas e vindas, eu o esperei com a paciencia mais impaciente, com certeza que ora era duvida ora era certeza. Foi em uma delas, que pude notar a imensidão de tudo aquilo, uma imensidão incontável.
Dei nomes em sobrenomes ao que sentia, que ja julgava amor, podendo até não ser.
Lembro como se fosse ontem, ontem não... Semana passada. Era abril, ou maio. E eu vi os meus cacos quando disse: não vamos dar certo.
Senti que as voltas na montanha russa haviam chegado ao fim. Infelizmente fim. Bom mesmo seria se isso fosse o fim. Depois da mensagem recebida, conheci novas emoções, augustia defino como uma das piores. Ouvi muitos ''isso vai passar'', só não ouvi quando... E enquanto esse quando não chegar eu continuarem pensando que é isso tudo é cronico e sem tratamento.
Desconectados.
O que é pra sempre para você?
domingo, 15 de novembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário